Não por amor às almas

Ame o homem… Confie em Deus

Muitos… Creram no seu nome; mas o próprio Jesus não se confiava a eles… Porque Ele mesmo sabia o que era a natureza humana.      JOÃO 2.23-25
Jesus amou as pessoas, especialmente seus discípulos. Ele tinha um grande relacionamento
com eles, viajava e comia com eles, bem como os ensinava. Mas Ele não colocava sua confiança neles, porque conhecia a natureza humana. Isso não significa que Ele não Os amava em seu relacionamento com eles; mas simplesmente Ele não se abria a eles da mesma forma que Ele confiava e se abria a seu Pai celestial.

É assim que você deve ser. Muitas vezes as pessoas formam relacionamentos íntimos e dependem demais dos seus amigos, em vez de buscar a Deus. Mas você não precisa fazer isso. Mesmo nos melhores relacionamentos, as pessoas o desapontarão porque as pessoas não são perfeitas. É certo amar e respeitar os outros, mas lembre-se sempre de que o único que nunca falhará com você é Deus.

Joyce Meyer

Não por amor às almas

A tendência natural do ser humano, até mesmo em decorrência do instinto de sobrevivência, é ser egoísta e egocêntrico. Os seres humanos são maus, perversos, egoístas e ingratos. Amar é assumir o risco de sofrer uma decepção. O que, quase sempre, ocorre.

A Bíblia está cheia de situações em que pessoas mentiram, enganaram, violentaram, traíram, voltaram atrás em suas decisões e propósitos. O próprio Jesus, a Bíblia diz que não se confiava aos seus discípulos, porque lhes conhecia o coração:

(João 2:24-25)

Mas o mesmo Jesus não confiava neles, porque a todos conhecia;

E não necessitava de que alguém testificasse do homem, porque ele bem sabia o que havia no homem.
E neste mundo de pessoas falsas, egocêntricas, egoístas e ingratas, nós, obreiros da casa do Senhor, temos que fazer nossa obra e obra de Deus.

Existem muitos obreiros (ministros da palavra e do louvor, líderes e dirigentes, músicos, cantores, professores) que desistiram da obra. Cansaram-se de sacrificar a si e às suas famílias pela obra de Deus. Lançaram a mão no arado, e esperaram frutos. Frutos que não vieram do modo como esperavam. Queriam que as pessoas viessem, e se convertessem de seus maus caminhos, e mudassem o seu comportamento. Mas elas não vieram. E se vieram, não se converteram de seus maus caminhos. E se eles se converteram de seus maus caminhos, não mudaram o seu comportamento. Continuaram egoístas, egocêntricos, ingratos. Não reconheceram o trabalho que estava sendo feito por causa deles e para eles. E eles continuaram preocupados com o seu próprio penteado, e com os seus próprios sapatos. Continuaram desconfiados dos propósitos dos obreiros, acreditando que eles (os obreiros) estavam fazendo a obra por egoísmo, ou vaidade. Então, estes obreiros desistiram da obra, e, não raras vezes, do próprio Caminho de Deus… […] Deixaram de militar pelo exército de Deus […].

Estas pessoas são as que deram ouvidos ao conselho dos ímpios (Salmo 1º) quando estes disseram: “você é bobo; deixa de ser explorado por todo mundo; se matando por um bando de egoístas que não vai reconhecer teus esforços; se sacrificando por gente que não merece compaixão”, ou coisas do gênero.

Houve um profeta na Bíblia que quase desistiu, ao ver que o povo não atendia ao clamor do Senhor. Ele externou a sua decepção dizendo:

Quem deu crédito à nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do SENHOR? (Isaías 53:1)

O amor humano (fraternal) exige retorno. Se nós amamos alguém, e essa pessoa não nos faz sentir amados, o nosso amor vai definhar-se até acabar. Não raras vezes, poderá transformar-se em ódio e amargor.

Devemos amar o próximo? Sim é mandamento do Senhor, mas a obra D’Ele não deve ser feita por amor as almas.

As almas, não merecem porque são mesquinhas e egoístas.

Veja o caso de Jonas. A obra ali só foi feita por causa de Deus e não pelos Ninivitas.

Se nós fizermos a obra de Deus por amor às almas, mais cedo ou mais tarde vamos acabar desistindo. Seremos traídos, abandonados à nossa própria sorte. Desprezados por aqueles a quem devotamos nossa vida e nossas forças.
Estarei sendo pessimista em minhas palavras? A experiência, não só minha, mas de muitos evangelistas tem demonstrado que não, Infelizmente.

Por causa disto, e para evitar um sofrimento muito grande, uma frustração e uma decepção que poderá tirá-lo da obra e do caminho do Senhor, espere e prepare-se para o pior.

Assim, quando nós fazemos a obra por amor ao Senhor nosso Deus (e tem que ser feita somente por amor a Ele), não importa se elas (as almas) venham ou não. Não importa se acreditam ou não. Não importa se reconhecem ou não os nossos esforços. O que importa é que o Senhor nosso Deus quer que nós continuemos na obra, fazendo o que manda a sua Palavra.

A obra de Deus nunca pode ser feita por amor às almas, mas por amor ao Senhor nosso Deus. O Senhor quer que continuemos pregando, cantando, tocando instrumentos, ensinando, ajudando, edificando a Igreja e… as almas. Mesmo que elas não nos reconheçam, não nos agradeçam, não nos ajudem.

A nossa obra tem recompensa.

[Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor. (1 Coríntios 15:58)]

E é por isso é que devemos fazer sua obra não por amor as almas.

DEVEMOS AMAR AS ALMAS, MAS NA SUA OBRA, CONFIAR EM DEUS!

Pr. Wilian Gomes

Deixe uma resposta